Desafios e provocações: o que esperar do Open Banking

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Por Fernanda Bompan e Giovanni Porfírio

A complexidade que envolve a implementação do Open Banking, com o tamanho do escopo desenvolvido no Brasil, já forçou o Banco Central (BC) a adiar o início tanto da fase 2, quanto da fase 3 – essa última, inclusive, o leitor ficou sabendo em primeira mão pelo Finsiders.

Mas o atendimento ao cronograma é uma das preocupações das instituições participantes. Saber como criar valor a partir das informações compartilhadas pelos clientes é um grande desafio e quem já tiver pelo menos ciência disso sai na frente.

Durante o Finance View, evento realizado nesta semana e apoiado pelo Finsiders, Pedro Begotti, head de novos negócios do banco ABC Brasil, fez uma provocação. Ele reflete se o Open Banking está sendo mais pensado como um mar de oportunidade mais para os participantes do sistema financeiro, do que atender o que realmente o consumidor final necessita. Ou seja, se o banco saberá avaliar, por exemplo, que o cliente em potencial não precisa de crédito para resolver uma pendência, mas, sim, de uma orientação para conseguir poupar mais.

Na maioria das palestras sobre o tema, é de praxe falar que o Open Banking trará soluções customizadas para o cliente, principalmente às pessoas físicas e às pequenas empresas. Não é novidade que as instituições já estão se antecipando a isso, com benefícios que vão desde melhores taxas no cartão de crédito (como a anuidade zero), maiores cashbacks, ou possibilidade de taxas de juros menores em outras operações de crédito.

Com o maior acesso a dados permitidos pelo compartilhamento em uma plataforma segura e regulada, esses benefícios tendem a crescer e acirrar ainda mais competição no sistema financeiro (alô, fintechs!).

Mas o que Pedro questiona é se os bancos estão preparados para mudar o “mindset” ou comportamento tradicional que muitas vezes empurra produtos, dando ótimos retornos para as instituições (como as comissões), mas com altos encargos aos clientes e que só piorariam a situação financeira dessa pessoa, seja ela física ou jurídica. O Open Banking permite uma melhora para o sistema ou para o cliente de fato? pergunta o head de novos negócios do ABC Brasil.

Conforme expressaram os especialistas no painel sobre o tema no Finance View, moderado pelo jornalista e editor-chefe do Finsiders Danylo Martins, ainda há muito que se discutir. Flavio Gaspar, head de produtos da Topaz, concorda que extrair valor a partir dos dados compartilhados dentro da plataforma do Open Banking e atender à real demanda do cliente é o que vai diferenciar uma instituição da concorrência.

Para Karen Machado, executiva líder do projeto Open Banking no Banco do Brasil (BB), o mercado só está começando a compreender que “o uso de dados não tem fim” e que por conta de cada instituição ter sua própria análise em relação a um cliente, extrair valor do compartilhamento é um desafio realmente. “Haverá um conflito de dados”, aponta.

Rogerio Melfi, especialista em novas plataformas da TecBan, entende que o maior detalhamento sobre cada cliente é um desafio que se torna ainda maior para os grandes bancos, pois já trabalham com perfis pré-determinados e diversos. “Todos vão ter que reaprender”, complementa Karen, do BB.

Em outro evento nesta semana, realizado pela firma de consultoria e auditoria PwC, Mardilson Queiroz, consultor do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central (BC), deixa claro que o Open Banking é uma forma de empoderar o cliente sim, mas também dá poder ao sistema financeiro.

O cronograma é para organizar a implementação, segundo ele. O BC atua, assim, como um mediador na implementação, além de regulador central, mas os participantes que serão os maiores responsáveis por prover os serviços necessários e tornar o ecossistema eficiente e seguro para todos.

Os especialistas concordam que investimentos em tecnologia de última ponta para tornar isso possível não param. Contudo, eles apontam que não cabe somente ao sistema financeiro esse papel. Como o Open Banking se tornará Open Finance, após tudo implementado, a indústria de consumo também deverá saber orientar e proteger seus clientes, principalmente aquelas pessoas que têm pouco acesso a internet ou que acabam de aprender a fazer compras no ecommerce, por exemplo.

Entre especialistas e executivos de mercado, é unânime que a comunicação e, mais do que isso, a educação dos clientes (pessoas físicas e empresas) sobre os benefícios do Open Banking deve ser os focos de atuação dos participantes deste novo ecossistema. Isso porque, conforme pesquisa realizada em parceria pela TecBan e pela Ipsos, a utilização de tecnologia não parece ser uma barreira à adoção do Open Banking no Brasil.

Segundo o estudo, sete em cada dez entrevistados (71%) se sentem à vontade em usar novas tecnologias, 73% têm interesse em formas novas ou fáceis de pagamentos, por exemplo, e mais da metade (66%) da população considera relevantes os novos serviços que podem surgir com a chegada do Open Banking no país.

Mas se sentir seguro para compartilhar seus dados é ainda um ponto de atenção. Tanto é que 46% dos entrevistados se mostram preocupados em como seus dados financeiros serão utilizados — um patamar, a bem da verdade, que tem caído (60% em 2018 e 49% em 2019). Os principais temores são: crime financeiro e uso, anonimização, proteção e acesso aos dados.

E isso não é à toa. Nesta semana, o próprio BC divulgou a ocorrência do primeiro vazamento de dados de chaves Pix, no caso, sob a guarda e a responsabilidade do Banco do Estado de Sergipe S.A (Banese). E, isso, “em razão de falhas pontuais em sistemas dessa instituição financeira”.

De acordo com nota do Banese, hackers usaram duas contas do banco, conseguiram acessar o Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (Dict) e obtiveram informações de 395.009 chaves de usuários do Pix que não são de clientes d a instituição. Não foram expostos dados sensíveis, tais como senhas, informações de movimentações ou saldos financeiros em contas transacionais, ou quaisquer outras informações sob sigilo bancário. Mas que assusta, assusta.

Claro que estamos falando de coisas completamente diferentes — Pix é um serviço, enquanto o Open Banking não é um produto ou um serviço, mas um conceito que vai permitir a oferta de novas soluções. Ainda assim, a preocupação com segurança é central em ambos.

Por isso, o alerta de Melfi, da Tecban, faz todo sentido: “Compartilhar por compartilhar não funciona. O cliente irá se sentir motivado a compartilhar dentro de uma jornada [do Open Banking], quando precisar de crédito, por exemplo”.

Open Insurance

Mas quem pensa que essa discussão sobre como criar valor e atender aos medos e anseios da sociedade está somente no lado bancário, está enganado. Mesmo estando lá na ponta final da implementação do Open Banking organizado pelo BC, o setor de seguros já está se preparando.

Especialistas entendem que o Open Banking é comparável à chegada da internet. Não à toa, este movimento tem incentivado outras modalidades, como a de seguros, a também propor novas regulamentações, produtos e soluções, tendo em vista o aumento da eficiência e a inclusão financeira. Neste contexto, surgiu o Open Insurance, recentemente regulamentado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

A novidade também cria a oportunidade para que empresas não supervisionadas pela Susep — as chamadas iniciadoras de serviço de seguro — atuem por meio da nova regulamentação. Os critérios para o credenciamento dessas empresas incluem algumas regras referentes à segurança cibernética, capacidade financeira, dentre outros.

“A gente está buscando definir um padrão dos dois lados e aproveitar toda a discussão do Open Banking, se possível aproveitar as mesmas ferramentas para ter um ambiente comum de compartilhamento”, disse Rodrigo Ventura, fundador e CEO da seguradora digital 88i, durante o Finance View. “O desafio é o de sincronizar todas as regulamentações”, acrescentou.

Com implementação em três fases, o Open Insurance começará em dezembro deste ano, com o compartilhamento de dados sobre canais de atendimento e produtos de seguro disponíveis. A segunda fase começa em setembro de 2022 para o compartilhamento de dados pessoais de seguros, e a última, se inicia em dezembro de 2022, para o início do compartilhamento de serviços de movimentação (acessos, resgates, serviços de sinistro, etc), com término previsto para junho de 2023.

Entretanto, segundo Fernando Tassin, product manager da TecBan, isso não significa que todos os modelos já estarão embarcados no modelo. “Depende de toda uma curva de aprendizado, que vai ser puxada muito por TI e dados. Tudo isso abre um espaço para um modelo cada vez mais colaborativo”, afirmou.

Ele também concorda na probabilidade de as empresas usarem a mesma estrutura do banking para melhorar a do insurance. “No final, o consumidor espera um pouco da evolução do processo, acessibilidade maior aos produtos de seguros”, disse, no evento.

O fato é que o Open Insurance demandará um esforço a mais das instituições, que terão que adequar seus serviços desde a parte de comunicação, produtos, até a interoperabilidade. “Todos os produtos novos que a gente criar, vamos ter que pensar nos negócios e na gestão”, ressaltou Eduardo Guedes, VP de tecnologia e operações da Sura. “O primeiro desafio é ser aderente ao que o regulador está pedindo. Depois, como usar isso em benefício para o negócio”.

Um outro desafio, de acordo com Domingos Monteiro, CEO da Neurotech, é fazer com que o consumidor final tenha ciência de todas essas mudanças. “Ele tem mudado muito a sua relação com os provedores de produtos e serviços. Nesse sentido eu vejo algo sem volta e é sempre bom você investir em tendências que vieram para ficar. O consumidor vai estar no centro disso tudo”, destacou.

Além disso, ele visualiza um interesse semelhante das empresas pela nova regulamentação, assim como foi com o Open Banking. “Vai ter uma nova onda de empreendimentos sendo gerados. Podemos esperar algo parecido.”

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Danylo Martins é jornalista com dez anos de cobertura de finanças, empreendedorismo e inovação no setor financeiro. Com MBA em mercado de capitais, é vencedor de quatro prêmios de jornalismo econômico e colabora com o jornal Valor Econômico há oito anos. Teve passagens por Folha de S.Paulo e revista Você S/A.

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