Tendências | ‘Invisible banking’ começa a ganhar força

Foto: Gilles Lambert/Unsplash
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As fronteiras entre serviços financeiros e outros setores estão se reduzindo. Cada vez mais as pessoas querem consumir produtos sem fricção, com melhor experiência e usabilidade, em qualquer plataforma digital onde estiver, incluindo marketplaces, e-commerces e aplicativos de delivery.

Neste contexto, ganha força uma tendência que vem sendo chamada de ‘invisible banking’ (ou ‘serviço bancário invisível’, na tradução literal). Por trás dela, estão tecnologias como internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), inteligência artificial (IA), interfaces de voz e redes 5G, além das já conhecidas APIs.

Segundo especialistas e executivos do setor ouvidos pelo Finsiders, trata-se de uma tendência irreversível e que deve se intensificar ainda mais com a chegada do Open Finance.

“Agora, os serviços financeiros passam a ser incorporados na jornada dos consumidores”, aponta Bruno Diniz, especialista inovação financeira e sócio da consultoria Spiralem.

Em outras palavras, significa poder ter acesso a um seguro ou um crédito no check-out do e-commerce, sem que seja necessário abrir o aplicativo do banco. E isso vale para a jornada de consumo, em diferentes momentos e contextos da vida de uma pessoa.

A incorporação de produtos e serviços financeiros começa a ocorrer de forma contextual e mais preditiva, com base nos dados, no histórico e comportamento do cliente. Diniz dá como exemplo o banco digital britânico Revolut, que ‘detecta’ quando um usuário está em uma estação de esqui, por meio da geolocalização da pessoa, e já oferece um seguro contra acidentes pessoais que pode ser ligado e depois desligado.

Comportamento do consumidor

Para Andrea Burattini, cofundadora da fintech Dinie, alguns fatores justificam o avanço dos serviços bancários invisíveis. Um deles é a mudança de comportamento do consumidor, que tem ficado mais exigente, e não apenas em relação a produtos e serviços financeiros. Acostumados com a oferta “mais inteligente” das big techs, os consumidores estão elevando a barra na hora de contratar qualquer modalidade de serviço, inclusive os bancários. “Está ficando óbvio que o consumidor quer ter o mesmo nível de serviços, personalização e recomendação inteligente”, analisa.

Outro aspecto, avalia ela, é que a crença nos bancos tradicionais vem caindo. E isso está associado às novas gerações, que estão preferindo consumir soluções de bancos digitais e fintechs, por exemplo. Pesquisa divulgada recentemente pelo C6 Bank e Ipec, com participação de 2 mil brasileiros, reforça o que Andrea comenta. Conforme o levantamento, a maioria (65%) dos brasileiros ainda usa os bancos tradicionais, em comparação aos bancos digitais (31%). Porém, quando avaliado por faixa etária, é possível ver que, no caso de quem tem idade entre 16 e 24 anos, os bancos digitais já superam os tradicionais, 51% contra 41%.

Mais um fator que tem impulsionado o ‘invisible banking’ é a busca de empresas não financeiras por novas fontes de receita. Um movimento natural, no contexto de maior competição que ocorre em diversos setores, entre eles, o varejo. Na prática, as companhias almejam a tão sonhada recorrência de uso das plataformas digitais e, ao acoplar novos serviços financeiros, tendem a aumentar o chamado lifetime value (LTV) do cliente – que pode ser traduzido como o valor do ciclo de vida do cliente.

Agregar novos produtos e serviços é um caminho sem volta e que pode ser feito com uso de novas tecnologias. “Antes, era impensável”, diz Andrea. “Agora com APIs, aumento de disponibilidade de redes e transações mais rápidas, os parceiros se integram de forma mais fácil e rápida”, complementa. Os acordos com outras empresas permitem escalar as iniciativas, sem precisar desenvolver tudo dentro de casa, o que provavelmente ia requer mais tempo, recursos – humanos e financeiros.

A própria solução desenvolvida pela Dinie é um exemplo do ‘invisible banking’ em ação, com a empresa atuando nos ‘bastidores’ enquanto seus clientes têm acesso a soluções de pagamento e crédito. “Nossa missão é oferecer o capital, acesso a crédito e pagamento B2B onde a empresa está, no momento certo. Usamos APIs e tecnologia de ponta para permitir que nossos parceiros integrem, customizem produtos e consigam novidades para diferentes perfis, numa velocidade maior e com baixíssimo investimento”, explica.

Fundada em Berlim por ela e pela também brasileira Suzy Ferreira, a fintech desenvolveu produtos, como o limite rotativo em conta e o pagamento parcelado entre empresas, que podem ser oferecidos por plataformas digitais aos seus clientes.

Hoje, já estão integradas plataformas digitais como o app de delivery iFood, o marketplace de produtos artesanais Elo7 e a plataforma uruguaia de pagamentos dLocal – com esta última, a Dinie tem um acordo para a oferta do ‘buy now, pay later’ (BNPL), modalidade que permite parcelamento de 1 a 9 meses, numa ‘releitura’ do bom e velho crediário. Nos próximos meses, a fintech deve anunciar novos acordos – a meta é encerrar o ano com dez parcerias no total, incluindo as existentes e novas.

“Hoje, estamos vendo procura grande de e-commerces, marketplaces, além de ERPs e sistemas de contabilidade, ou seja, plataformas relevantes para pequenas e médias empresas.”

Quem também vem se posicionando como uma grande infraestrutura financeira, atuando ‘por trás das cortinas’, é a Dock, empresa de tecnologia que oferece em uma só plataforma serviços de emissão de cartões, digital banking, soluções de adquirência, além de soluções de risco e compliance. A fintech acaba de comprar a BPP (antiga Brasil Pré-Pagos), instituição de pagamento (IP) especializada em banking as a service (BaaS), numa operação que fará a Dock se integrar diretamente ao Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Com mais de 160 milhões de contas e mais de US$ 50 bilhões em pagamentos processados anualmente, a Dock atende empresas em diversos segmentos, como varejo, mobilidade, instituições financeiras, startups e fintechs, entre elas, nomes como C6 Bank, Bitz (wallet do Bradesco) e Conta Simples. Com a compra da BPP, a carteira crescerá para mais de 200 clientes e parceiros.

“Estamos vislumbrando essa posição que reúne diversos players de mercado, provendo serviços financeiros, mas cobrando como uma empresa de tecnologia. Nos posicionamos como um ‘invisible bank’ que é provedor de tecnologia. Isso faz com que cliente nem pense em ter licença própria, porque fazemos todo o serviço de back office, regulamentação, compliance e antifraude”, explica Fred Amaral, chief product and technology officer (CPTO) da Dock.

Ambiente regulatório

Além da mudança no comportamento do consumidor, citada por outros especialistas, Fred lembra que o ambiente regulatório também vem se tornando mais favorável às fintechs e ao chamado ‘embedded finance’ (serviços financeiros embutidos, na tradução literal). Isso abre espaço para empresas (como as varejistas), que conhecem profundamente seus clientes, possam entregar experiências financeiras.

“A força motriz do ‘invisible banking’ nasce na pessoa física e jurídica, que está querendo ter um gerente de banco que entrega valor no dia a dia”, exemplifica o executivo.

A tendência é que existam cada vez mais produtos e serviços pensados conforme a necessidade dos clientes. “Inevitavelmente, o que vai funcionar melhor é o que garante experiência melhor para os usuários”, define Gustavo Bresler, gerente de estratégia da Quanto, plataforma de Open Finance, que tem entre os investidores os dois maiores bancos do país – Itaú Unibanco e Bradesco.

O ‘invisible banking’ tende a se acelerar, diz Gustavo, com a chegada da terceira fase do Open Banking, prevista para iniciar em 29 de outubro, depois de ter sido adiada pelo Banco Central (BC). É nesta etapa que entra em ação a figura do iniciador de transações de pagamentos (ITP), que pode, como diz o nome, iniciar transações de pagamento – sempre com consentimento do usuário – reduzindo a necessidade de intermediários. “É o primeiro em que se tem a separação do canal e do provedor de serviços financeiros.”

A agenda regulatória, liderada pelo BC com o objetivo de fomentar a competição no setor, é uma de três forças que Gustavo enxerga como propulsoras dos serviços bancários invisíveis, ao lado da demanda do consumidor e do próprio movimento de mercado, com a criação de diversas fintechs que atuam em determinados nichos ou com produtos bancários específicos. Conhecido como ‘unbundling’, este movimento agora já caminha para uma nova etapa, a do ‘rebundling’.

Num cenário em que as empresas financeiras poderão distribuir seus produtos em diversos pontos e canais de acesso, vinculados às necessidades de cada consumidor, a Quanto se propõe a ser uma infraestrutura deste novo ecossistema financeiro, como uma espécie de ‘encanamento’.

“Temos trabalhado neste ecossistema para facilitar a troca entre provedores e canais. E caminhamos para este segundo momento, em que passamos a conectar os produtos financeiros em si”, explica Gustavo.

Tecnologias

Na avaliação de Guilherme Verdasca, CEO e cofundador da Transfeera – plataforma de gestão e processamento de pagamentos –, serão necessários cada vez menos pontos de contato para uma pessoa fazer um pagamento. Exemplo disso é a loja inteligente criada pela Amazon, a Amazon Go, em que o cliente compra o que quiser sem ter de passar por um caixa para realizar o pagamento, cita Guilherme.

Segundo ele, dentre as tecnologias habilitadoras do ‘invisible banking’ estão a comunicação real time das APIs, além de tecnologias de aproximação e identificação dos usuários. “Diversas fontes de informação vão ajudar a deixar a transação mais segura, com menos interação do usuário e mais simplificação da experiência”, aponta o empreendedor.

Neste contexto, a Transfeera fornece infraestrutura de pagamentos, tanto de inteligência quanto de cobrança, com foco em marketplaces e fintechs, principalmente. Hoje, a fintech fundada em Joinville (SC) tem mais de 350 clientes, incluindo mais de 70 fintechs e mais de 60 marketplaces. Estão na carteira nomes como Wise, PayGo, iFood, Shopee e Zé Delivery, entre outros.

Para Bruno Diniz, da Spiralem, tecnologias como inteligência artificial (IA), big data e interfaces de voz são facilitadoras do ‘invisible banking’. “São as formas de analisar as várias pontas de informação, tendo sensibilidade e pegando os momentos exatos em que a pessoa precisa [de um serviço]. Assim, a taxa de conversão é absurdamente mais alta”, aponta o especialista.

Para Fred, num ambiente mais concorrido, o que vai diferenciar os competidores é a entrega do produto ou serviço financeiro, isto é, a experiência, e não a solução em si. “O mercado que vejo para o futuro é muito mais colaborativo. E o banco vai precisar ser mais do que só um banco”, complementa Diniz, que está prestes a lançar seu novo livro – “A nova lógica financeira” –, que reflete todas estas transformações em curso no setor.

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Danylo Martins é jornalista com dez anos de cobertura de finanças, empreendedorismo e inovação no setor financeiro. Com MBA em mercado de capitais, é vencedor de quatro prêmios de jornalismo econômico e colabora com o jornal Valor Econômico há oito anos. Teve passagens por Folha de S.Paulo e revista Você S/A.

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