Caixas eletrônicos nas favelas movimentam mais de R$ 10 bi este ano

O número de ATMs do Banco24Horas nas favelas brasileiras passou de pouco mais de 600 em 2019 para quase 900 neste ano
Galpão do G10 Favelas, em Paraisópolis, na cidade de São Paulo (Foto: Divulgação)
Galpão do G10 Favelas, em Paraisópolis, na cidade de São Paulo (Foto: Divulgação/G10 Favelas)

O Banco24Horas, rede que conta com mais de 24 mil caixas eletrônicos em mais de 1 mil cidades pelo país, vem ampliando nos últimos anos sua presença nas favelas brasileiras. O número de ATMs nesses locais passou de pouco mais de 600 em 2019 para quase 900 neste ano, uma expansão de 48%.

Atualmente, 257 comunidades possuem 894 caixas eletrônicos, que oferecem acesso a mais de 90 serviços como saques, consultas de saldo, extratos, pagamentos, depósitos de dinheiro, recarga de celular e TV, empréstimos, entre outras opções. Ao todo, os ATMs nas favelas movimentaram mais de R$ 10,1 bilhões em 2022.

“Saltamos de pouco mais de 600 caixas eletrônicos em favelas em 2019 para quase 900 neste ano, uma expansão de 48%, o que proporcionou um aumento de 27% de transações ao longo de toda expansão”, diz Marcos Mazzi, gerente-executivo do Banco24Horas, em nota. “Há, portanto, uma grande demanda nas comunidades, que são verdadeiras potências.”

Este ano, 93 favelas passaram a contar com os serviços do Banco24Horas, como a Sol Nascente, em Brasília (DF), Novo Reino II, em Manaus (AM), Vale das Pedrinhas, em Salvador (BA), Rio Piraquê, no Rio de Janeiro, entre outras. “A nossa presença nestes locais contribui para a inclusão financeira e apoia os empreendedores locais. As máquinas mobilizam o fluxo de pessoas e ampliam a frequência dos clientes, contribuindo para o crescimento das vendas e da receita”, afirma o executivo.

Dinheiro

Dos mais de 24 mil equipamentos do Banco24Horas instalados no Brasil, 62% estão em regiões de residência das classes C, D e E. Nas favelas, a média de transações mensal é aproximadamente 25% maior do que nas demais regiões.

Apesar da digitalização da economia e dos serviços financeiros, os caixa eletrônicos continuam exercendo um papel fundamental Brasil afora. Tanto é que sete em cada dez brasileiros gostariam de poder contar com um caixa eletrônico em um estabelecimento próximo de casa, conforme pesquisa recente encomendada pelo Banco24Horas ao Instituto Locomotiva.

Esse índice é ainda maior entre os que têm o dinheiro como principal forma de pagamento e nas classes C, D e E. Ainda de acordo com o levantamento, os perfis que mais se destacam no recebimento dos rendimentos em dinheiro são as classes menos favorecidas, não bancarizados e entre 35 e 44 anos.

Potencial de consumo

Pesquisa realizada pelos institutos Data Favela e Locomotiva mostra que os moradores de favelas brasileiras movimentam R$ 119,8 bilhões por ano. Outro estudo recente, este da Outdoor Social Inteligência, indica que capacidade de dinheiro movimentado nas favelas atingiu R$ 167 bilhões em 2022.

Já um levantamento do Data Favela, divulgado este ano, aponta que 76% dos moradores de favelas têm ou querem empreender. Segundo a pesquisa, conseguir capital para investir no próprio negócio é a principal dificuldade para 40% dos respondentes, mostrou a matéria do portal Startups.

Dia da Favela

Para celebrar a data, o Banco24Horas promoverá hoje (4), em parceria com o G10 Favelas, o evento “Potência da Favela”, no galpão do G10 Favelas (R. Itamotinga, 100 — Paraisópolis, na capital paulista), a partir das 16h.

O evento contará com roda de conversas, apresentações de artistas da comunidade, que foram destaque no festival Favela Music, e show do cantor Projota. Para acompanhar o evento e os shows pelas redes sociais, basta acessar o canal no YouTube do Banco24Horas.

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